Rota Judaica em Portugal

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Rota Judaica em Portugal

Rota Judaica em Portugal

  • Destino: Évora
  • Duração até: 4 dias

 

A destruição de Jerusalém pelos Romanos, em 70 d.C., obrigou os judeus a se dispersarem pelo mundo. Isto fez fez com que um grande números de hebreus acabassem por encontrar um novo local para viver na Península Ibérica (ou para ali fossem deportados, como ocorreu no tempo do imperador Adriano). Embora não se saiba exatamente quando se iniciou tal movimento migratório, os primeiros indícios da presença judaica no território que hoje constitui Portugal, datam dos séculos V e VI.

 

Nos forais dados por D. Afonso Henriques, no século XII, a Lisboa, Palmela, Alcácer e Almada há muitas citações respeitantes aos judeus.

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Os judeus estavam organizados em comunidades as judiarias – os bairros judeus – que ainda podem ser vistos hoje p.ex. Em Belmonte, Elvas, Freixo de Espada à Cinta, Guarda, etc. As judiarias pegavam com os bairros da restante população,maioritariamente cristã, até que o rei D. Pedro as mandou entaipar (isolar). Tinham liberdade de culto dentro dos seus bairros, e a paz com os cristãos era mantida à custa de imensos impostos. Dedicavam-se maioritariamente ao comércio, finanças, medicina, astrologia, matemática, artesanato, e muito raramente à agricultura.

Embora pouco numerosas em comparação com o resto da população, tinham uma grande força económico- financeira e talvez mesmo por isso não eram muito bem vistos pela restante população. Judeu significava dinheiro e avareza, pois pelas características do povo e sua religião, mesmo os muito ricos eram parcos nas despesas e na ostentação. Devido ao fosso económico e à capacidade de controlar certos sectores da economia que provocava a inveja dos cristãos, mais até que no campo religioso, os diferendos entre cristãos e judeus foram crescendo. Os cristãos em maioria, fizeram leis anti-humanas, como a proibição de terem criados cristãos, ou de terem “ajuntamento carnal” com cristãs, à semelhança do que o nazismo estabelecerá no século XX entre judeus e alemães.

No século XIV e seguintes, a futura Espanha vai fazendo leis e tomando medidas para exterminar os Judeus ou obrigá-los a converterem-se ao catolicismo. É exemplo gritante, em 1492, a expulsão dos Judeus de Espanha, caso não se convertam à fé cristã. Muitos fogem e estabelecem-se em Portugal, fundando importantes comunidades e inclusive “inventando” algumas comidas como a célebre Alheira.

Alguns anos mais tarde, em 1496, D. Manuel vai obrigar a novo êxodo judeu, ao impor a expulsão do país ao judeus que não se convertessem à religião cristã. Como muitos optavam por fugir, e isso estava a afetar a economia, o rei mandou retirar os filhos com menos de 14 anos às famílias judias e entregá-los a famílias cristãs para que estas as educassem dentro da religião cristã.

Surgem então os chamados Cristãos-novos que são judeus convertidos.
Contudo em 1536 é instituída a Inquisição e a vida do judeus foi severamente afetada… Prisões, mortes, perseguições, exílio…

Com a nossa rota Judaica propomo-nos visitar alguns dos mais importantes monumentos e locais judaicos em diferentes cidades:

Desde Lisboa, rumamos a uma ou mais diferentes cidades ou povoações como Évora, Belmonte, Covilhã, Castelo de Vide, Marvão, Tomar, Óbidos, Torres Vedras, Elvas, Leiria, em busca das judiarias e de outros ícones que nos ajudam a perceber quem eram e como viviam os judeus em Portugal.

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